Quando penso em você Fecho os olhos de saudade Tenho tido muita coisa Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos Em versos tristes que invento Nem aquilo a que me entrego Já me dá contentamento
Pode ser até manhã Sendo claro, feito o dia Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato Um gosto de framboesa Pra correr entre os canteiros E esconder minha tristeza E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ... E deixemos de coisa, cuidemos da vida Pois se não chega a morte Ou coisa parecida E nos arrasta moço Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol São as águas de março fechando o verão É promessa de vida em nosso coração.
Uma viagem alucinante, com muita computação gráfica. Destaque pras maravilhosas coreografias e filmagens de batalha de Zach Snyder (Vanessa Hudgens detona com um machado Tomahawk na mão) e pra trilha sonora justíssima.
Que a força do medo que tenho Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito Não me tape os ouvidos e a boca Porque metade de mim é o que eu grito Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe Seja linda ainda que tristeza Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada Mesmo que distante Porque metade de mim é partida Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor Apenas respeitadas Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos Porque metade de mim é o que ouço Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora Se transforme na calma e na paz que eu mereço Que essa tensão que me corrói por dentro Seja um dia recompensada Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso Que eu me lembro ter dado na infância Por que metade de mim é a lembrança do que fui A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria Pra me fazer aquietar o espírito E que o teu silêncio me fale cada vez mais Porque metade de mim é abrigo Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta Mesmo que ela não saiba E que ninguém a tente complicar Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer Porque metade de mim é platéia E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada Porque metade de mim é amor E a outra metade também.
Mea culpa Eu recebi esse poema como sendo de Ferreira Gullar. Li e achei lindo. Por via das dúvidas, dei uma vasculhada na internet e descobri que era do Oswaldo Montenegro. Porra, eu não gosto do Oswaldo Montenegro. Mas o poema continua sendo lindo. Então, não achei justo mudar de opinião pela autoria distinta. Publico. Mas não tem "Mestre" na frente...
Princípio da Insignificância, só pra políticos corruptos...
Terça-feira, 30 de agosto de 2011
1ª Turma afasta princípio da insignificância em dois casos julgados nesta terça (30)
Em dois casos julgados na tarde desta terça-feira (30), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) afastou a aplicação do princípio da insignificância, mantendo a tramitação de ações penais contra os acusados. O Habeas Corpus (HC) 107674 foi ajuizado em favor de D.P.G., acusado de tentativa de furto de cinco barras de chocolate, no valor de R$ 20,00, em Minas Gerais, e o HC 107171 foi ajuizado em favor de D.G.S., acusado de colocar em circulação duas notas falsas de R$ 50,00, no Rio Grande do Norte.
No julgamento do Habeas Corpus HC 107674, os ministros seguiram o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, pelo indeferimento do pleito. O réu responde a processo pela tentativa de furto de cinco barras de chocolate. O juiz da 7ª Vara Criminal de Belo Horizonte anulou o processo, com base no princípio da insignificância. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), contudo, ao julgar apelação do Ministério Público, cassou a sentença do juiz de primeiro grau, determinando o prosseguimento da ação penal. Essa decisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contra o entendimento da corte superior, a DPU propôs habeas no Supremo.
Ao analisar o caso, a ministra Cármen Lúcia votou pelo prosseguimento do processo penal. Ela considerou as razões apresentadas pelo TJ-MG para cassar a sentença do juiz de origem. Para a corte mineira, o réu estaria rotineiramente envolvido em furtos contra diversos estabelecimentos, já tendo sofrido condenações definitivas em dois casos, explicou a ministra. Com base na reincidência e na continuidade delitiva, disse a relatora, o TJ resolveu que não deveria se aplicar ao caso o princípio da insignificância.
Si eu tivesse seis anos si soubesse brincar pedia ao Menino Jesus que viesse me dar seus brinquedos coloridos
E ele dava mesmo dava tudo dava brinquedos variados de todas as cores brinquedos sortidos dava bolas lustrosas pra mim soltar de noite e mandar todas pro céu com minha reza
Dava bolas dava quitanda dava balas e havia de ficar melado, todo doce de minha baba.
E dava homenzinhos, arvinhas, bichinhos, casinhas e em minhas mãos ingênuas eu tirava o mundo novinho, cheiroso de cola e verniz, das caixas nurembergue pra recomeçar deslumbrando a brincadeira da vida
O Menino Jesus dava tudo si eu fosse menino si soubesse brincar pra brincar com ele.
É saudade, então E mais uma vez De você fiz o desenho Mais perfeito que se fez
Os traços copiei Do que não aconteceu As cores que escolhi Dentre as tintas que inventei Misturei com a promessa Que nós dois nunca fizemos De um dia sermos três
Trabalhei você Em luz e sombra
Era sempre " Não foi por mal Eu juro que nunca quis deixar você tão triste "
Sempre as mesmas desculpas E desculpas nem sempre são sinceras Quase nunca são
Preparei a minha tela Com pedaços de lençóis Que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira Da janela do seu quarto Do portão da sua casa Fiz paleta e cavalete
E com as lágrimas que não brincaram com você destilei Óleo de linhaça
E da sua cama arranquei pedaços Que talhei em estiletes De tamanhos diferentes E fiz, então Pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do batom que roubei de você E com ele marquei Dois pontos de fuga E rabisquei meu horizonte
Era sempre " Não foi por mal Eu juro que não foi por mal Não queria machucar você Prometo que isso nunca vai acontecer Mais uma vez "
E era sempre, sempre o mesmo novamente A mesma traição
" Sinto muito Ela não mora mais aqui "
Mas então porque eu finjo Que acredito no que invento Nada disso aconteceu assim Não foi desse jeito
Ninguém sofreu E é só você Que provoca essa saudade vazia Tentando pintar essas flores com o nome De Amor-Perfeito E Não-Te-Esqueças-de-Mim
Eu só quero que você saiba Que estou pensando em você Agora e sempre mais Eu só quero que você ouça A canção que eu fiz pra dizer Que eu te adoro cada vez mais E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade Tô pensando em você E como eu te quero tanto bem Aonde for não quero dor Eu tomo conta de você Mas te quero livre também Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba No meu colo Porque eu te adoro cada vez mais Eu só quero que você siga Para onde quiser Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade Tô pensando em você E como eu te quero tanto bem Aonde for não quero dor Eu tomo conta de você Mas te quero livre também Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba Que estou pensando em você Mas te quero livre também Como o tempo vai e o vento vem E que eu te quero livre também Como o tempo vai e o vento vem
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Tive razão Posso falar Não foi legal, não pegou bem Que vontade de chorar, dói Em pensar que ela não vem, só dói Mas pra mim tá tranquilo, eu vou zoar O clima é de partida, Vou dar sequência na minha vida E de bobeira é que eu não estou, E você sabe como é que é, eu vou Mas poderei voltar quando você quiser!
No próximo dia 31 – curiosamente, Dia das Bruxas – vamos ser OBRIGADOS a escolher o próximo Presidente da República. Isso porque a democracia brasileira OBRIGA todos os humanos entre 18 e 65 anos a votar. Isso se você quiser, como diria a Legião, “ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão...”
Na verdade, mil portas se fecham se você se negar a votar. Ainda que o faça ideologicamente. As autoridades te dirão biblicamente: Não tirarás passaporte; Não obterás um “nada consta”; Não serás aprovado em concurso público.
Agora, a escolha: Dilma ou Serra (patrulheiros de plantão, a ordem é alfabética) é uma opção injusta e cruel tanto pra mim quanto para muitos Brasileiros.
Eu sou apresentado à urna, como se me dizessem “Ixcoliaê”. Eu não quero. Nenhum dos dois.
Me sinto como os pobres cidadãos de Serra Leoa defronte às milícias na guerra civil de 1995. A pergunta vem rascante: Manga curta ou manga comprida?
Pra quem não lembra, os rebeldes de Serra Leoa abordavam suas vítimas e faziam a danada da pergunta. A manga comprida, era o corte “apenas” das mãos. A curta era do braço todo. A opção era ruim de qualquer maneira.
Dilma é uma perpetuação de um política de apadrinhamento de idiotas do PT. Basta ser filiado ao partidão. A roubalheira come solta, mas tem fim social. À maneira das piores igrejas evangélicas, os apadrinhados retornam para o partido parte do dinheiro que recebem pelos cargos que “desempenham”. A infiltração na máquina estatal é tão severa que derrubou até os Correios, símbolo de empresa pública que sempre funcionou.
Serra é o retorno do PSDB que, entre outras coisas, conseguiu destruir famílias inteiras de Servidores Públicos. Alvos fáceis com endereço, matrícula e impostos em dia. Salários foram cruelmente açoitados até a míngua. Aposentados foram jogados às traças. Ações ganhas no Judiciário tramitam até hoje, sem que seja pago um centavo, a não ser por acordo. Aí, é pago menos que um terço do valor devido.
Eu me sinto órfão. Não tenho a quem recorrer. O presidente mulula tem hoje 83% de aprovação das classes ignorantizadas, que ganharam todas as bolsas que nem imaginavam. Tá faltando só o “bolsa bolsa”, onde serão distribuídas “às pessoa carente”, bolsas Louis Vuitton para que não se sintam discriminadas. A Dilma – mais macho que um ogro com sede de sangue – nada de braçada no índice do chefe da quadrilha.
O PSDB tira onda de única alternativa à continuidade. Mentira. O Serra no poder vai causar uma avlanche de insatisfação, porque as promessas dadas em campanha são imensamente mais vazias que as do PT. Porque o PSDB não veio pra isso, e o Serra só veio à tona porque... porque não afunda.
De engraçado, dessa história toda, eu só guardei uma coisa. Repassei um e-mail sobre a Dilma e recebi uma resposta de uma jovenzinha revoltadíssima. Ela queria que eu me desculpasse por ter repassado a mensagem, segundo ela, desonrosa ao companheiro Dilma. Achei graça. Recebi “mils e-mails” dos dois lados durante a campanha. Repassei alguns. Apaguei os outros todos. Mas confesso que senti uma saudade desse tempo de criança, em que fazia diferença – na minha cabeça – defender ardentemente uma ideologia.
Tristeza ou desgosto é um sentimento humano que expressa desânimo ou frustração em relação a alguém ou algo. É o oposto da alegria. A tristeza pode causar reações físicas como depressão nervosa, choro, insônia, falta de apetite, e ainda, reações emocionais, como o arrependimento.
A tristeza pode ser originada da perda de algo ou de alguém que se tinha de muito valor; esta emoção pode ser potencializada se aquele que sofre de tristeza passa a acreditar que poderia ter feito algo para recuperar ou evitar a perda, mesmo que este algo a fazer seja na prática impossível de se concretizar, e independente da vontade do triste. É comum a tristeza ser descrita como algo amargo, ou como uma dor, ou como sentimento de incapacidade, ou ainda como algo escuro (trevas). A tristeza pode ser a consequência de emoções como o egoísmo, a insegurança, a baixa auto-estima, a inveja e a desilusão. São emoções que, quando não são tratadas logo, podem terminar gerando tristeza, ou em casos extremos a depressão nervosa. Não apenas sintomas psicológicos são resultantes da tristeza. Em casos de angústia prolongada o indivíduo pode passar a apresentar sintomas de hipertensão, problemas de pele e a queda e o embranquecimento precoce dos cabelos. Também o coração pode ficar fisicamente comprometido podendo levar a vítima a quadros graves: arritmia, ataque cardíaco, entre outros problemas.
A tristeza pode vir de fora para dentro; quando é gerada por elementos que circundam o indivíduo; ou de dentro para fora; quando simplesmente surge por uma inadaptação do indivíduo ao meio.
São desenhos contundentes demonstrando a revolta do Artista, orientada para determinadas personalidades brasileiras e mundiais.
Lula, Fernando Henrique Cardoso, Bento XVI, George W Bush e outros, são alvos da ira de Gil Vicente, que demonstra assim a vontade de muitos.
Acontece que a OAB-SP - Ordem das Antas dos Advogados do Brasil em SP - resolveu tentar CENSURAR a exposição do Artista. Alegando que havia nas obras, apologia ao crime.
Assim como quem dirige um filme de ação não incita que os espectadores saiam matando pessoas, Gil Vicente não faz apologia ao crime nem incita ninguém à violência. Ele simplesmente traduz de maneira Genial um ódio primal que muitas vezes queima em nós... mas que nem por isso toma conta de nossas vontades.
Nas palavras do curador Arnaldo Farias "Isso é completamente absurdo. Se for assim, vamos proibir o Édipo Rei, porque incita ao parricídio e ao incesto, ou as peças do Nelson Rodrigues, em que se representa a morte no palco." Eu até imagino o Lula - puto da vida - reclamando da exposição. Em seguida, uma cabeça grande do partido ligando para costurar o pedido "Melhor a OAB se manifestando, do que o próprio governo. Dá mais isenção e um verniz de democracia..."
Quem puder, divulgue da melhor maneira possível a Obra do Artista e essa tendência capacho-petista da OAB, que só visa garantir lugar nos futuros governos companheiros.